Emiliano Bernardo, conhecido como Pingo e representante do Espaço Cultural Pés no Chão, destacou que a edição deste ano ampliou o diálogo entre diferentes referências artísticas e culturais. Ele comentou: “Neste ano, o Dança e Movimento conseguiu mostrar muitas referências culturais nacionais e internacionais, um imenso painel cheio de riqueza criativa para encantar e sensibilizar”.
A programação incluiu companhias profissionais premiadas, além de artistas locais e grupos amadores de diversas cidades. Durante três semanas, o público pode apreciar trabalhos com variadas propostas estéticas, técnicas e linguagens, aumentando o contato com a produção contemporânea das artes cênicas.
O secretário de Cultura, Anísio Oliveira, ressaltou que o festival oferece uma oportunidade para aproximar o público de diferentes linguagens da dança e fortalecer a produção cultural no município. “O Dança e Movimento é um festival que demonstra a força da dança e das artes cênicas em Ilhabela, reunindo artistas de diferentes trajetórias e linguagens e oferecendo ao público uma programação gratuita e de qualidade. Chegar à 27ª edição, com tantas pessoas acompanhando os espetáculos, mostra a importância de manter e ampliar espaços de acesso à cultura e de valorização dos artistas”.
A abertura, no Centro Cultural da Vila, apresentou “O Mundo de Tludi: Bem-vindos ao Planeta Terra”, da Cia. de Dança de São José dos Campos, seguida pela Cisne Negro Cia. de Dança, que apresentou “Que tal o impossível?” e “Ziggy – Tributo a David Bowie”. O primeiro fim de semana foi encerrado com a Mostra de Dança, reunindo mais de dez coreografias de grupos e instituições de Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba.
Na segunda etapa, no Espaço Cultural Pés no Chão, o festival ampliou o diálogo com o circo e as artes aéreas. A programação incluiu “Ai, ai, ai… Ilha!”, do Grupo de Dança e Aéreos do Pés no Chão, que retratou a história de Ilhabela; “Vidrado”, de Guilherme Torres; e a Mostra de Aéreos, com participação de escolas e instituições da região.
Na última semana, o público assistiu a “Eu Vim de Lá”, do Studio de Dança Anderson Rodrigues, e aos espetáculos “A Ilha” e “Cantinho de Nóis”, da Jorge Garcia Companhia de Dança. As três últimas montagens exploraram referências da cultura popular brasileira, especialmente do Cavalo-Marinho, unindo dança contemporânea, música ao vivo e manifestações tradicionais.
Maior festival de dança do Litoral Norte
Criado em 1997, o Festival Dança e Movimento cresceu junto com Ilhabela e as gerações que encontraram na dança um espaço de expressão, formação e convivência. Ao longo de sua trajetória, já recebeu mais de 350 espetáculos e um público estimado em 50 mil pessoas, consolidando-se como uma das referências da dança no Litoral Norte, no Vale do Paraíba e no estado de São Paulo.
A edição de 2026 foi realizada pelo Espaço Cultural Pés no Chão, que cuidou da curadoria e organização, com apoio da Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura, e apoio técnico da Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci).
Imagem: Prefeitura de Ilhabela