A agenda contou com uma variedade de atividades, incluindo oficinas, capoeira, Festivais e contação de histórias. Confira os detalhes a seguir:
Oficina de Amuletos
No sábado (12), o Museu de Cultura Afro-Brasileira, localizado na Fazenda Engenho D’Água, foi palco de uma oficina que uniu tradição e criatividade. Ministrada pela artista visual Daniela Aquino, a atividade “Patuá é proteção, carinho e ancestralidade” permitiu aos participantes confeccionarem seus próprios amuletos. Essa proposta, que enfatizou o bordado em um espaço acolhedor e feminino, resultou em verdadeiras obras de Arte.
Vivência de Capoeira
Ainda no sábado, o projeto “Capoeira Capoeiragem – Semear pela Cidade” ofereceu uma vivência gratuita ao público, com a presença do Mestre Bisouro e seu grupo. A atividade apresentou não apenas os ritmos da capoeira, mas também instrumentos da cultura africana, como atabaques e pandeiros. O Mestre Bisouro destacou a importância de preservar a cultura: “A gente não pode deixar a nossa cultura morrer. Não importa o número de participantes, o que importa é mantê-la viva.”
Festival Kalunga
No domingo (13), a Escola Municipal Júlio Cezar de Tullio foi o local de encerramento do Festival Kalunga, um evento significativo que deu destaque à cultura afro-brasileira em Ilhabela. Idealizado por artistas e coletivos locais, o festival buscou descentralizar a cultura, ocupando os territórios periféricos da cidade, com foco na comunidade do Zabumba. A programação incluiu:
- Rodas de conversa com lideranças negras
- Oficinas culturais
- Apresentações de música e dança afro-brasileira
- A tradicional anguzada comunitária, símbolo de partilha e resistência
O encerramento foi animado, com discotecagem, baile charme, poesia, rima e o show do grupo de pagode Firma Ponto. As manifestações artísticas reafirmaram a vitalidade da cultura preta como uma força transformadora.
Contação de Histórias
Paralelamente, o projeto “Fio de Conta: contos, cantos e encantos” encantou o público com contações de histórias e leituras que exploraram identidade e memória. A proposta incluiu uma oficina artística de ilustração e música ao vivo, proporcionando uma experiência sensível com a literatura afro-brasileira.
Todas as atividades foram viabilizadas pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB 2024), com o apoio da Prefeitura de Ilhabela e da Secretaria de Cultura.
O fim de semana foi mais do que uma simples agenda cultural; foi uma demonstração de como a Arte, a Educação e a memória podem transformar espaços, conectar gerações e valorizar as raízes afro-brasileiras que moldam a identidade de Ilhabela.
Imagem: Prefeitura de Ilhabela