A Fundação Arte e Cultura de Ilhabela (Fundaci) realiza três exposições entre o fim de outubro e novembro, reunindo diversas linguagens e perspectivas artísticas. As mostras “Cores e Fragmentos”, “Cronografia do Sal” e “Quando a Arte encontra novos caminhos” estarão distribuídas entre a sede da Fundaci e o Museu, no Centro Cultural da Vila, com obras de pintura, mosaico e arte contemporânea.

Cores e Fragmentos

A exposição “Cores e Fragmentos” inicia nesta quinta-Feira (29) e apresenta 24 obras das artistas Simone Gonçalves e Valéria Monteiro, sendo 12 pinturas a óleo e 12 mosaicos, no saguão do Museu, no Centro Cultural da Vila.

Simone Gonçalves trata de temas como fé, natureza e universo feminino. Com formação artística e experiência na área de tecnologia da informação, reside em Ilhabela desde 2023 e já participou de exposições no Brasil e no exterior.

Valéria Monteiro, médica pediatra, encontrou no mosaico uma forma de expressão artística através das oficinas da Fundaci. Há três anos desenvolve trabalhos com a técnica, tendo como tema central de suas criações as mulheres.

Cronografia do Sal

Na mostra “Cronografia do Sal”, Famadeu Martins investiga as transformações provocadas pelo tempo, pelo sal e pela oxidação sobre diferentes materiais, tomando como referência a paisagem marítima do Canal de Ilhabela–São Sebastião.

A exposição também estará aberta ao público a partir de 29 de outubro, na sala do Museu, no Centro Cultural da Vila, dando continuidade à pesquisa iniciada em “Sal, Ferrugem e Vela”, que articula processos naturais, memória e identidade caiçara.

As obras exploram mudanças de cor e textura causadas pela ação dos elementos, combinando tecidos, pigmentos produzidos a partir do ferro oxidado, esculturas de parafina e palha de aço, colagens e fotopinturas. Esculturas que remetem a veleiros dialogam com a identidade Náutica de Ilhabela, enquanto fotografias dos cabos das balsas e da vegetação local recebem intervenções pictóricas.

A mostra propõe um olhar sobre a impermanência e a transformação da matéria. A ferrugem, as alterações cromáticas e as marcas do tempo deixam de representar apenas desgaste e tornam-se elementos centrais da criação artística.

Quando a Arte encontra novos caminhos

A exposição “Quando a Arte encontra novos caminhos” estará aberta à visitação a partir de 6 de novembro, no corredor da sede da Fundaci, na Vila, e apresenta 13 trabalhos de Paulo dos Santos, de 44 anos, frequentador do Centro de Convivência da APAE de Ilhabela e usuário de cadeira de rodas.

Paulo não utiliza a fala oral para se comunicar e encontra na arte uma forma de expressão. Para produzir suas obras, utiliza recursos adaptados, como recipientes de desodorante roll-on e pincéis acoplados a um capacete, movimentado com a cabeça e os pés.

Seu desenvolvimento artístico contou com o apoio de Regina Libarino, instrutora de arte da APAE, que foi até sua Casa para conversar com a família e estimular sua participação nas atividades. A mostra evidencia como a adaptação de materiais e técnicas amplia as possibilidades de criação e Comunicação.

O trabalho desenvolvido pela APAE também busca promover a participação, a autonomia e a inclusão, valorizando as habilidades e as formas de expressão de cada pessoa.

Serviço

Cores e Fragmentos

  • Período: 29 de outubro a 29 de novembro
  • Local: saguão do Museu, no Centro Cultural da Vila
  • Artistas: Simone Gonçalves e Valéria Monteiro
  • Obras: 24 trabalhos, entre pinturas a óleo e mosaicos

Cronografia do Sal

  • Período: 29 de outubro a 29 de novembro
  • Local: sala do Museu, no Centro Cultural da Vila
  • Artista: Famadeu Martins

Quando a Arte encontra novos caminhos

  • Período: 6 a 30 de novembro
  • Local: corredor da sede da Fundaci, na Vila
  • Artista: Paulo dos Santos
  • Obras: 13 trabalhos

Entrada gratuita nas três exposições.

Imagem: Prefeitura de Ilhabela

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Última atualização: 27/10/2026 às 16:49