A decisão foi tomada após análises técnicas que identificaram sinais de desgaste nas vigas da ponte, construída há mais de 50 anos. Na época, o tráfego era significativamente menor, e os veículos de carga e Transporte coletivo apresentavam dimensões e pesos inferiores aos atuais.
Com o passar do tempo, o aumento da circulação de veículos pesados causou esforços na estrutura, resultando em recalque no pavimento da via. Como medida emergencial, a Secretaria de Obras procedeu ao escoramento da ponte, permitindo a manutenção do trânsito em um dos principais corredores utilizados pelo transporte público e de cargas do município.
Para a recuperação definitiva, a Prefeitura optou por uma alternativa tecnológica que dispensa grandes intervenções na estrutura de concreto e reduz a necessidade de obras dentro do córrego.
O projeto prevê a utilização de polímeros reforçados com fibra de carbono (CFRP), um material de alta resistência empregado na recuperação e no reforço de estruturas de concreto armado. A técnica consiste na aplicação de laminados de fibra de carbono, fixados às vigas com uma resina especial, criando uma camada externa que amplia a resistência estrutural.
Entre as principais vantagens estão a rapidez na execução, a elevada resistência mecânica, a durabilidade e o baixo peso do material, que não adiciona cargas significativas à estrutura existente.
“Estamos adotando uma solução moderna de engenharia que permitirá recuperar a estrutura da ponte com mais agilidade, Segurança e menor impacto ambiental. A utilização da fibra de carbono evita intervenções mais complexas no córrego, preserva a vazão da água e garante maior durabilidade à estrutura. É uma alternativa que alia tecnologia, eficiência e respeito ao meio ambiente,” afirmou o secretário de Obras e Planejamento Urbano, Flávio Miranda.
Menor impacto ambiental
A escolha da tecnologia também leva em consideração a preservação ambiental. Diferentemente dos métodos convencionais, que exigem o encamisamento das vigas com novas camadas de concreto, a aplicação da fibra de carbono permite reforçar a estrutura sem alterar significativamente suas dimensões originais.
Assim, a intervenção evita a redução permanente da área de passagem da água sob a estrutura, além de diminuir a geração de resíduos e os riscos de lançamento de materiais no córrego durante a execução.
A solução apresenta ainda vantagens em relação ao prazo de execução, já que dispensa etapas mais demoradas de concretagem e cura, comuns nos métodos tradicionais.
Imagem: Prefeitura de Ilhabela