O último fim de semana, nos dias 5 e 6 de julho, trouxe uma rica programação cultural ao Museu de Cultura Afro-Brasileira de Ilhabela. O espaço, situado na histórica Fazenda Engenho D’Água, recebeu o público de forma gratuita, proporcionando três ações significativas que fortaleceram saberes, territórios e memórias.
Destacaram-se a inauguração da exposição fotográfica “CURUMINS”, o 1º Festival de Jongo de Ilhabela e a apresentação do projeto “Deixa o Disco Gira”. O prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, esteve presente e comentou: “É uma grande alegria ver o Museu se consolidando como um espaço vivo de memória, Arte e resistência. Essa programação exemplifica nosso avanço ao unirmos tradição, identidade e políticas públicas para valorizar a cultura.”
Exposição “CURUMINS”
A abertura da exposição “CURUMINS”, realizada no sábado (5), trouxe ao público uma instalação fotográfica ao ar livre, idealizada pelo fotógrafo Felipe Samurai. As fotografias retratam a infância e a ancestralidade por meio das crianças do Grupo Organizado Semear, uma iniciativa sociocultural da Barra Velha.
A mostra ficará disponível para visitação até o dia 11 de julho e destaca as infâncias periféricas, além de promover a Arte colaborativa como uma forma de transformação social.
1º Festival de Jongo de Ilhabela
No domingo (6), o museu se transformou em um espaço de celebração com o 1º Festival de Jongo de Ilhabela, um projeto de Caique Oliveira. O evento trouxe dança, música e mestres jongueiros, proporcionando uma roda vibrante rica em ancestralidade.
Reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o jongo é uma tradição afro-brasileira originada nas fazendas do Sudeste. O festival também marcou o batizado da prática do jongo em Ilhabela, afirmando o município como um território essencial para o resgate cultural. Embora não existam registros documentais da presença do jongo na região, relatos orais indicam que a prática ocorria nas antigas senzalas.
O apadrinhamento foi feito por André, do Jongo Tamandaré, e Paulo Dias, junto com Vanusia Assis, da Associação Cultural Cachuera.
Deixa o Disco Gira
O projeto “Deixa o Disco Gira” finalizou a programação com uma discotecagem de músicas de terreiro, rodas de conversa, dança afro-brasileira e um bate-papo sobre ervas sagradas. A performance foi liderada pelo DJ Kost e contou com a participação de convidados como Pai Júlio de Ossain e Caique Oliveira, promovendo uma noite de trocas enriquecedoras e conexões com as raízes culturais do Brasil.
Essas atividades foram apoiadas pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura e organizadas pela Prefeitura de Ilhabela, por meio da Secretaria de Cultura. O secretário de Cultura, Marquinhos Guti, enfatizou: “O sucesso dos Eventos, que atraíram tanto moradores quanto turistas, reforça a importância do investimento no resgate cultural, como exemplificado pelo Museu Afro.”
Imagem: Prefeitura de Ilhabela